Entenda a História dos Tigres Asiáticos


Esta era uma expressão utilizada para denominar alguns países do continente asiático que apresentaram uma taxa de desenvolvimento significativa entre o após Segunda Guerra Mundial e meados dos anos de 1990.

A forte crise por eles enfrentada entre meados de 1997 e 1999 acabou retirando da mídia a expressão Tigres Asiáticos desde então.

Em particular três países ganharam maior destaque naquele período: Cingapura, Coréia do Sul e Malásia.

Mas o que foi esta crise? Em que situação encontra-se hoje a economia desses países? Após os anos de 1970 alguns países asiáticos começaram a ampliar de forma agressiva suas exportações, principalmente em produtos manufaturados, conseguindo, assim, ganhar novos mercados.

Do ano de 1976 até os dias atuais Hong-Kong e China começaram a destacar-se bruscamente no comércio mundial até chegar ao ponto de “substituir” os países mencionados anteriormente. No segundo semestre do ano de 1997 o Sudeste e o Sudoeste Asiático não suportaram dar continuidade ao forte desenvolvimento acelerado que vinham apresentando e acabaram por apresentar sérios problemas na permanência da competição mercadológica.

Isto resultou em uma forte turbulência nas economias locais, onde moedas e mercados acionários, com a forte baixa registrada, acabaram por provocar um intenso congelamento do milagre de crescimento da Ásia e as mentes acabaram por simplesmente se concentrar na sobrevivência.

Assim o “boom” econômico da região se deu entre meados da década de 1960 até meados da década de 1990. No período, as economias asiáticas começaram a obter altas taxas de crescimento (em termos de renda per capita real, chegaram a alcançar uma média superior a 6% durante esse período, mas atualmente podemos perceber que no caso específico da China, a mesma já ultrapassou os 11% anuais) apresentando um brusco aumento no consumo de bens e fortes melhorias nas áreas da saúde, expectativa de vida e educação.

A crise que atingiu os então Tigres Asiáticos alastrou-se até o ano de 1999 e resultou em uma desvalorização monetária, na baixa acentuada de suas Bolsas de Valores, na interrupção do crescimento econômico e até na queda de governos, como foi o caso da Indonésia em 1998. Vencida a crise, os países encontram-se atualmente com suas economias sustentáveis e, entre os mesmos, o que obtém maior destaque é a Coréia do Sul.

Sua economia é a décima segunda maior do mundo, a décima quarta na paridade do poder aquisitivo e a terceira maior da Ásia, ficando atrás apenas da China e do Japão. Sendo o principal país dos Tigres Asiáticos, atingiu um rápido crescimento econômico com a exportação de manufaturados, e destaca-se por sua inflação moderada, baixo nível de desemprego, altos índices de exportações e boa distribuição de renda.

Cingapura tem tido expressivo crescimento econômico baseada no capitalismo financeiro e industrial e assim como os demais países dos da região, suas principais exportações são máquinas e equipamentos de última geração.

O país é extremamente pequeno, sem recursos naturais e sem espaço para agricultura, tornando-se extremamente dependente de capital externo, particularmente nas áreas alimentícias, energéticas e de matéria - prima. Mas o que o destaca dos demais “tigres” é o alto índice de alfabetização, tendo mais de 95% dos habitantes com aptidões tanto na leitura quanto na escrita.

O excelente nível de escolaridade dos habitantes aliado à forte força sindical não permite a mão - de – obra barata. A Malásia é um país aspirante a “tigre”, tendo como maiores investidores externos os próprios Tigres Asiáticos. Após a década de 1970 o país deixou de ser um fornecedor de matérias - primas e pertencente a uma economia emergente e multi - setorial. As exportações, principalmente de produtos eletrônicos, foram os responsáveis pelo destacável crescimento obtido pelo mesmo, tendo como principais investidores os EUA, a China e o Japão, e conseqüentemente tornando a Malásia dependente do crescimento econômico destes países. Hoje são notáveis o ótimo nível das reservas externas, a baixa inflação e a reduzida dívida externa. Estas são as forças que blindam o país e deixam remotas as possibilidades de uma nova crise como a que o atingiu,juntamente com a região em 1997.


Texto de Tatiana Camila Simon
Acadêmica do 6ª semestre do Curso de Economia da Unujuí

Tigres da economia


Tigres Anatolianos (economia) Denizli • Gaziantep • Kayseri • Bursa • Kocaeli • Kahramanmaraş
Tigre Andino Peru (economia)
Tigres Asiáticos Coreia do Sul (economia) • Honguecongue (economia) • Singapura (economia) • Taiuã (economia)
Novos Tigres Asiáticos Filipinas (economia) • Indonésia (economia) • Malásia (economia) • Tailândia (economia) • Vietnã (economia)
Tigres balcânicos Bulgária (economia) • Sérvia (economia)
Tigres bálticos Estônia (economia) • Letônia (economia) • Lituânia (economia)
Tigre dos Cárpatos Roménia (economia)
Tigre Celta Irlanda (economia)
Tigre do Golfo Pérsico Dubai (economia)
Tigre Nórdico Islândia (economia)
Tigre Setentrional Canadá (economia)
Tigre das Tratas Eslováquia (economia)
Bibliografia:Site de busca wikipédia
Adaptado por Jonathan Franklin

Saiba mais Dos Tigres Asiáticos...

Economia dos Tigres


Os Tigres asiáticos alcançaram o desenvolvimento com um modelo econômico exportador; esses territórios e nações produzem todo tipo de produto para exportá-los a países industrializados. O consumo doméstico é desestimulado por altas tarifas governamentais.

Eles encaram a educação como um meio de aumentar a produtividade.
Os países melhoraram o sistema educacional em todos os níveis, assegurando que toda criança freqüente o ensino fundamental e o ensino médio. Também investiu-se na melhoria do sistema universitário. Além disso, destaca-se a prática de incentivos fiscas a multinacionais.

Como os "Tigres" eram relativamente pobres durante a década de 1960, tinham abundância de mão-de-obra barata. Juntamente com a reforma educacional eles conseguiram aproveitar essa vantagem, criando uma força de trabalho de baixo custo, mas muito produtivo.

Eles promoveram a igualdade na forma de reforma agrária, para promover o direito de propriedade e para assegurar que os trabalhadores rurais não se prejudicassem. Também foram implantadas políticas de subsídios à agricultura.

Fatores do desenvolvimento

Além de um sério planejamento econômico, outros fatores favoreceram o desenvolvimento destes países. Alguns fatores muito importantes:

Investimento de capital estrangeiro, principalmente norte-americano e japonês, que via nesses países uma localização estratégica para fortalecer o capitalismo contra o socialismo, na época da Guerra Fria;

Exploração da força de trabalho, relativamente barata, que compensava a falta de matérias-primas - as férias são muito reduzidas, a jornada de trabalho elevada e a previdência social restrita;

Distribuição mais equilibrada de renda em relação a outros países capitalistas;

Estados altamente centralizados e ditatoriais;

Economias voltadas fundamentalmente para o mercado externo;

Ética confucionista - estabelece um modelo socioeconômico que enfatiza o equilíbrio social, a consciência de grupo, a hierarquia, a disciplina e o nacionalismo. As grandes empresas são vistas como grandes famílias, viabilizando, muitas vezes, a ordem e a maior produtividade.

Crítica ao modelo exportador

Uma das principais críticas ao sistema econômico dos Tigres Asiáticos é o foco exclusivo na exportação, deixando de lado a importação. Com isso, essas economias tornam-se extremamente dependentes da saúde econômica de suas nações compradoras, ou seja, uma grande crise econômica que afete a saúde financeira dos países que importam seus produtos iria afetar drasticamente a economia dos Tigres.

Bibliografia:Notas e referências
↑ Projeto Araribá: geografia: ensino fundamental / obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela editora Moderna; editora executiva Sônia Cunha de S. Danelli - 2 ed. - São Paulo: Moderna, 2007.

Conheça a História e Quem São os Tigres Asiáticos!


O termo Tigres Asiáticos ou Quatro Tigres Asiáticos refere-se às economias desenvolvidas:

Hong Kong;
Coreia do Sul;
Singapura;
Taiwan.

Esses territórios e países apresentaram grandes taxas de crescimento e rápida industrialização entre as décadas de 1960 e 1990.

História

A partir da década de 1980, alguns territórios do Pacífico ocidental começaram a apresentar altos índices de crescimento econômico e interferência no mercado mundial, sendo por isso designados tigres asiáticos.


Os termos lembram agressividade e é exatamente essa a característica fundamental das quatro economias (Hong Kong e Taiwan não são considerados Estados Nacionais) que formam esse grupo. Eles utilizaram estratégia arrojada de atração de capital estrangeiro - apoiada na mão-de-obra barata e disciplinada, na isenção de impostos e nos baixos custos de instalação de empresas.

A imensa e ininterrupta expansão da economia japonesa foi decisiva para criar um dinâmico mercado em toda a área circundante do Pacífico. O Japão atuou não só como estímulo, mas também como exemplo. O crescimento mais marcante foi o apresentado pela Coreia do Sul, um dos mais pobres países em desenvolvimento na década de 1960, que se transformou numa semi-industrializada nação de renda média. O progresso de Taiwan seguiu o mesmo rumo. O país asiático que iniciou esse ciclo rápido de crescimento foi o Japão, com uma bem sucedida reforma agrária, seguida de um aumento rápido da renda dos fazendeiros, que criou um mercado local para novas fábricas.


No final da década de 1990, as exportações chegavam a 202% do PNB (produto nacional bruto) em Singapura e a 132% em Hong Kong. O índice de crescimento era alto nos tigres, e, a despeito da crise asiática, a população tinha um alto nível de alfabetização e a economia girava em torno da construção naval, produtos têxteis, petroquímicos e equipamentos elétricos.

O crescimento mais notável ocorreu principalmente na economia de entrepostos. Hong Kong, graças à economia de mercado puro e, apesar de sobrecarregada pelas desvantagens do colonialismo (anteriormente existente enquanto colônia britânica), elevou sua renda per capita para cerca de seis vezes mais que a da China continental.


Os Tigres compartilham muitas características com outras economias asiáticas, como Japão e China. Iniciaram o que passou a ser visto como uma particular aproximação asiática do desenvolvimento econômico. Alguns desses países estavam na década de 1960 com indicadores sociais semelhantes a de países africanos altamente estagnados; as principais transformações basearam-se em acesso à educação e criação de infra-estrutura de transportes (fundamental para a exportação competitiva).

Com o tempo, o termo Tigre tornou-se sinônimo de nação que alcançou o crescimento com um modelo econômico voltado para exportação. Recentemente, nações do Sudeste asiático, como Indonésia, Malásia, Filipinas e Tailândia também passaram a ser consideradas Tigres formando assim os Tigres Asiáticos de Segunda Geração ou os Novíssimos Tigres Asiáticos.

Bibliografia: Notas e referências
↑ Projeto Araribá: geografia: ensino fundamental / obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela editora Moderna; editora executiva Sônia Cunha de S. Danelli - 2 ed. - São Paulo: Moderna, 2007.